Fundos de investimento imobiliário: análise de retornos com modelos de séries temporais e fatores exógenos
DOI:
https://doi.org/10.20397/2177-6652/2026.v26i2.3345Palavras-chave:
Real Estate Investment Trusts (REITS). Índice Ifix. ARIMA. Modelos de Box-Jenkins.Resumo
Resumo
Objetivo: Identificar a relação entre o retorno do Ifix, seu retorno defasado e os retornos contemporâneos dos índices Imob e Ibovespa, utilizando modelos da família ARIMA aplicados aos Fundos de Investimento Imobiliário brasileiros (FIIs).
Metodologia: Foram estimados 29 modelos da família ARIMA com ordens entre 0 e 3. A abordagem foi inspirada no CAPM por incluir índices amplos como variáveis explicativas, porém adaptada à metodologia de Box-Jenkins. Os índices utilizados foram Imob e Ibovespa, incluídos como variáveis exógenas nos modelos de séries temporais.
Originalidade/Relevância: O estudo contribui ao debate sobre os fatores que explicam o retorno dos FIIs no mercado brasileiro. Diferentemente de modelos tradicionais baseados apenas em regressões lineares, a pesquisa utiliza modelos ARIMA e extensões, permitindo avaliar simultaneamente dependência temporal e influência de variáveis de mercado.
Principais resultados: O modelo com melhor desempenho foi o ARFIMAX (2, 0.26, 2) + r_Imob . Verificou-se que o retorno do Imob explica melhor o retorno do Ifix do que o Ibovespa. O retorno do Ifix apresenta dependência temporal de ao menos duas defasagens, com coeficientes ϕ1 e ϕ2 superiores ao coeficiente associado ao Imob. Logo, o retorno passado dos FIIs exerce maior influência sobre seu retorno contemporâneo do que indicadores amplos de mercado.
Contribuições teóricas/metodológicas: O estudo evidencia a adequação de modelos ARFIMAX para análise de FIIs, demonstrando que abordagens que combinam memória longa e variáveis exógenas são mais eficazes do que modelos lineares convencionais. Reforça ainda a importância de considerar defasagens estruturais do próprio índice.
Contribuições sociais/gerenciais: Os resultados oferecem subsídios para investidores, gestores e formuladores de políticas e contribuem para estratégias de alocação mais eficientes e melhor compreensão do comportamento desse segmento no mercado financeiro brasileiro.
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